terça-feira, agosto 26, 2008

Lagos , porque é sempre bom recordar-te

Lagos é uma parte importante da minha vida e um cenário de felicidade e loucura , por ser aquele lugar onde passei as minhas férias de infância ( na companhia tão boa dos meus pais , Miguel e por vezes da amiga Adriana) e de adolescência ( onde me permiti experiências e vivências pelas quais foi fundamental passar ).
Deixei de ir para Lagos, definitivamente , por volta de 1985 e já aqui falei bastante sobre o que por ali vivi.
Regressar a Lagos , desde então, tem sido quase sempre por motivos profissionais ou apenas de passagem para dar um abraço ao Ti Zé e à Ti Teresa , à Praia do Pinhão ( porque até hoje são inesquecíveis aquelas almoçaradas e passeios de barco pelas grutas , mas sobretudo a amizade ). É que Lagos cresceu , tem cimento a mais.
E este fim de semana voltei a Lagos , para dormir . Os apartamentos eram ali mesmo perto da Praia da D.Ana e lá passei pelo parque de campismo do Esperança de Lagos , onde sempre acampámos. Apesar da pressa do Tiago em voltar para Lisboa , para junto da família e da demais equipa só querer encontrar um sítio para almoçar , não consegui resistir a vir-me embora sem antes fazer aqueles 150m a pé que nos levam até à “minha” querida Praia do Pinhão , que continua linda ( e como a água estava tão límpida ) ! O restaurante já lá não está , foi totalmente retirada qualquer tipo de construção na praia , o que terá permitido a reforma do Ti Zé e da Ti Teresa e também uma melhor qualidade da areia e da água ( o que até acho ter sido uma boa medida ).





Ao passear-me pelo cimo daquela encosta , lembrei-me dos dias que vi ali nascer ( depois de noites sem dormir e de já ter passado pelo pão quente ), por esta altura ( 1983 ) ...



... e dos dias que passei dentro de água com os meus pais e o Miguel a apanhar búzios , “beijinhos” , madrepérolas , etc. O momento sempre mais emocionante , era quando a minha mãe ( demasiado aventureira ) resolvia escalar aquelas encostas e deixar toda a gente na praia com o coração quase a sair pela boca e o meu pai a reclamar que “ os meninos não podem ficar sem mãe “ ( tal como ele , eu também tenho vertigens ).
Que saudades de tanto ! E que vontade de descer aquelas escadas , entrar na água e ter o meu pai ali ao meu lado , apesar dele também estar ali , naquele mar...







( momentos de verão , em 1973 )

1 comentário:

Rute disse...

Estas fotos estão muito boas!
Tão gira "piquinita"!!
Lagos Lagos... ui ui!
bj! ;))